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sábado, 28 de maio de 2011

ÚLTIMO PECADO CAPITAL: A PREGUIÇA


Vista pelo senso comum como falta de empenho para realizar atividades que exijam esforço físico ou mental, a preguiça é um estilo de vida para alguns, e uma tentação para outros. Basta ver a nossa volta como são criados utensílios como o controle remoto, com a justificativa de facilitar o dia a dia das pessoas, mas que contribuem para torná-las mais preguiçosas.
Às vezes é até prazeroso entregar-se à preguiça. O problema é quando isso vira um vício e impede a pessoa de realizar suas obrigações. Aliás, este é um assunto que figura até mesmo na Bíblia, no livro de Provérbios, “o desejo do preguiçoso o mata, porque as suas mãos recusam trabalhar” (21:25). O indivíduo preguiçoso fica impossibilitado de realizar-se e estabelecer-se em função da inércia exercida sobre ele. O físico Isaac Newton dizia que todo objeto em movimento tende a permanecer em movimento, e todo objeto parado tende a permanecer parado. Essa lei também pode ser aplicada às pessoas.
De acordo com a psicóloga Cristina Marília da Silva, “a preguiça pode vir em decorrência de um momento atípico, o que é considerando normal. Entretanto, quando se torna constante pode ser resultado de problemas emocionais, como a depressão ou o stress”.
A estudante Gláucia Soares, 17 anos, diz que frequentemente se sente cansada e que possui muita preguiça. Ela associa esse quadro com o modo como lida com as situações do cotidiano. “Sou muito ansiosa e preocupada, além de ter muita insônia. Isso acaba atrapalhando minha concentração ao longo do dia”, afirma.
Jovens que trocam o dia pela noite também sentem os reflexos do cansaço. O estudante Luiz Gustavo de Oliveira Schenk, 23 anos, conta que fica acordado durante a madrugada para ficar no computador, assistir a filmes e fazer trabalhos, e que por esse motivo se sente mais cansado ao longo do dia. “Acho que o modo como vivo me deixa mais desanimado que o normal. Não me considero preguiçoso, apenas meu horário de dormir que é diferente”, explica.
Segundo o neurologista Paulo Pereira Christo, dormir bem é essencial. “Uma noite mal dormida pode trazer conseqüências como o cansaço, a fadiga e distúrbios de humor”. De acordo com ele, a insônia pode ser causada por vários motivos, como pelo uso de medicamentos, bebidas alcoólicas ou, até mesmo, se tratar de um distúrbio.
O preguiçoso
Esse tipo de pessoa tende a ser um desistente da vida, das soluções, das respostas, das pessoas e relacionamentos. Tudo para eles é pesado, doloroso e dá trabalho. Querem tudo na mãozinha. A preguiça pode se manifestar em todos os níveis: mente, coração e corpo. Em muitos casos a situação chega a ser tão séria que as pessoas têm preguiça de pensar e até de realizar tarefas básicas do cotidiano.
Os pais devem tomar cuidado na educação dos filhos. A criança que recebe tudo na mão pode não adquirir independência e maturidade para enfrentar a vida. Se algo não sai como gosta, ao invés de buscar uma solução prefere o caminho mais fácil. Com isso, muitas vezes fica irritada e e se coloca como vítima.
Tempo não é mais desculpa
Segundo o instrutor de uma academia Leonardo Guimarães, as atividades da vida moderna tomam muito tempo do indivíduo, e é um dos principais motivos que levam eles a parar de malhar. Porém, isso hoje já não é mais uma desculpa. Temos academias que funcionam de segunda a domingo e com horários flexíveis. O estudante André Nogueira, 24 anos, considera essencial se exercitar para ter qualidade de vida. No entanto, foi obrigado a parar de frequentar academia por não conseguir conciliar seus horários.
Já o estudante Eduardo Murat 19 anos, que trabalha das 08:00 as 18:00 e estuda a noite sempre arranja tempo para se exercitar. Três vezes na semana, antes de ir para o trabaho, o estudante acorda um pouco mais cedo, as 06:00 para malhar. “Acho importante fazer atividade fîsica. Além ser bom para a saúde e condicionamento, é uma maneira de manter o físio”.
Leonardo procura incentivar seus alunos a sempre fazer atividade física. Para isso, tenta desenvolver um cronograma de atividades que se adeque aos objetivos e ao perfil do aluno. De acordo com ele, o clima da academia ajuda a evitar o desânimo. “O local tem que ser animado e aconchegante para motivar as pessoas a querer continuar”, diz.
André também considera o ambiente um fator motivacional, mas lembra que o próprio indivíduo tem que vencer a preguiça. “Os professores colocam músicas e tentam deixar o ambiente mais animado. Isso ajuda, mas não adianta nada se a pessoa não está focada no que realmente quer fazer”, afirma.

Se pecado significa errar o alvo, agir desorientadamente, é bom que deixemos a preguiça de lado, pois o pior castigo não é pagar pela omissão alheia, mas castigar a própria consciência com a alienação, o vício preferido do demônio da má situação. Conforme Monteiro (2004), "A crença básica da preguiça é "Não necessito aprender nada", levando a um movimento freador das idéias e ações dentro das organizações que no cotidiano e traduzido pelo "deixa para depois". O empreendedor tem que fazer sua própria história, lutar por seus objetivos, criar novas alternativas para que não se torne mais um no mercado, desaparecendo entre inúmeros concorrentes.



Um comentário:

Reginaldo Ponciano disse...

não é conhecidencia, vi a enquete no seu blog fiz uma pra mim.